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O que acontece quando as nossas emoções ficam guardadas no corpo

  • 22 de nov. de 2016
  • 3 min de leitura

Nunca é tarde demais para prestar atenção às emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.


Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.


Chamamos de “conexão entre a mente e o corpo”. Reações associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, a sua imunidade e provocar a sensação de bem estar. Ao usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar as nossas emoções mais escondidas.


A maioria de nós pode lembrar-se de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Os pais ainda dizem aos seus filhos para que “sejam valentes”, ou “engulam o choro”. Ou ainda que diminuam as suas sensações de dor com o clássico “não foi nada”. O nosso corpo simplesmente grava aquilo que acontece com as nossas emoções – mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dor e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.


Em baixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelos profissionais da área. Cada pessoa desenvolve os seus padrões individuais, mas estes são alguns dos padrões mais comuns:

O nosso corpo sabe de coisas que a nossa mente gostaria de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar a esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, pode afetar tanto o plano físico como o mental e emocional. Alguns passos que pode dar para se libertar das emoções mal resolvidas:


1) Encontre uma atividade física diária que goste. Perceba, não se trata de “faça exercício”. Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser uma atividade que amemos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas a encontram na ioga, nas corridas e outras actividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na respiração e outras sensações corporais.


2) Receber um tratamento corporal com frequência. Massagens terapêuticas são uma das formas mais efetivas de se libertar de emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos stress e raiva por muito tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes a chorar nas mesas de massagistas. É importante lembrar que os profissionais da área das terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para libertar as emoções e iniciar um processo de cura individual, e podem necessitar de um momento para outro da ajuda de outros profissionais.


3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isto soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do “não-me-toques”, nas nossas interações diárias. Na medida em que apoiamos as nossas estratégias de comunicação nas redes sociais e demais tecnologias, os nossos relacionamentos tem menos contacto corpo a corpo do que precisamos. Encostar nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimentar os amigos com um abraço. Jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na televisão. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.

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